sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Expandindo o negócio

Boa tarde, senhores passageiros. Desculpe interromper o silêncio da viagem de vocês, mas eu gostaria de um minutinho de sua atenção. Venho aqui para poder divulgar o meu blog. Chama-se MaresiaCity, a url é www.maresiacity.blogspot.com. Lá você encontrará diversos textos tratando de assuntos cotidianos com um pouco de humor e, muito mais que o necessário, de besteira. Mas são besteiras interessantes. Eu mesmo as penso.

Em qualquer livraria de Salvador, você poderá encontrar livros com temáticas parecidas, e até melhor escrito, mas por um preço variando entre 25 e 35 reais. Aqui, na minha mão, é baratinho. Você não gastará mais que dois reais na lan de seu bairro. Caso tenha computador e acesso à internet em casa, você não terá gastos e ainda descobrirá que você não é a única pessoa que pensa besteira no “buzu”.

Acessando meu blog, você ainda poderá conhecer outros blogs, quando eu aprender a “linkar” os que freqüento. Mas no momento pode conhecê-los através de meus “seguidores”. Ou seja, você não paga por um e ainda conhece vários outros.

Eu poderia estar matando, roubando, drogando-me, mas estou aqui, humildemente, divulgando meu blog para vocês. Repetindo, o nome é MaresiaCity... Soletrando: eme, ah, erre, eh, esse, ih, ah, cê, ih, tê, ipsilon, tudo junto. Ponto “bloguispote”, ponto “com”. Espero a visita de vocês, desejo-lhes uma boa viagem, um feliz natal e um próspero ano novo.

Valeu, piloto.
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E aí, fechado? Qualquer dia desses divulgo meu blog no buzu. O texto já está pronto. ;D

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Nada me inspira


Se vocês estão lendo esse texto, é porque eu não pensei em nada mais interessante para escrever (sempre quis escrever algo parecido com isso).

Aproveitando-me de toda sagacidade que Deus me deu, percebi que o blog estava parado (sou quase um gênio, hein?). Até já tinham umas teias de aranha por aqui. Então, como sou alérgico a poeira resolvi escrever alguma coisa.

Deve fazer cerca de meia hora que estou aqui tentando escrever alguma coisa. Pensei em falar do natal, mas não saiu nada que preste. Afinal o natal (comercialmente falando) não faz sentido. Minha casa não tem chaminé, tirando aquele artificial que tem na minha sala, não vejo pinheiros pelos matos que tem aqui por perto e se um velho gordo com gorro vermelho tentar entrar pela janela, eu vou no mínimo chamar a polícia. Pensei em falar de futebol, mas iria ser uma choradeira sem tamanho, nada deu certo. Bahia quase caiu. O time sem estrela não caiu. Corinthians ganhou a copa do Brasil. Flamengo venceu o brasileirão. E Ávine deve voltar para o Bahia. Pensei em falar dos ônibus que pego, mas seria repetitivo e me traria más recordações. Agora que as férias estão chegando, espero não entrar num Beirut/Tancredo Neves/Inferno tão cedo. Pensei em escrever algo mais sério, mas seria diferente de tudo que já fiz até agora e também não tenho nada em mente. Enfim não pensei em nada, mas queria preencher essa linha para o texto não ficar tão pequeno.

Falando em texto pequeno, acho até que minhas postagens foram diminuindo de tamanho ao longo do tempo. Em quantidade nem precisa falar, Reinaldo Alagoano quase faz mais gol do que eu fiz postagens. Mas o venci. Fica para a próxima, negão. Sou mais eu.

O MaresiaCity não acabou, pelo menos até 2012.

Ps. Devo ter demorado uns dez minutos para escolher o título. Criatividade está zero.

;D

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sonhar


A vida tem várias coisas ruins. Mas com certeza entre as 10 piores está sonhar. Não falo de sonhar como desejar, falo de sonhar, sonhar. Dormir, sonhar e acordar. Isso sim é muito ruim.

Quando o sonho é bom, é frustrante acordar. É uma sensação terrível despertar quando você estava naquele sonho “do caralho”. Você está lá sonhando com aquela pessoa, aquele show, aquele jogo 4x0 fora de casa contra o líder do campeonato (esses são, de fato, os mais frustrantes), tudo dando certo, mas aí você acorda. Putz! É revoltante. E o pior de tudo é que se você tentar dormir outra vez, você sonha tudo, menos o que sonhara antes.

Mas para mostrar que existe algo pior que sonhos bons, existem os pesadelos. Esses, sim, conseguem ser piores. Acordar não é um limite para um pesadelo, é só um intervalo comercial. Você está lá sonhando que seu time está perdendo aquele jogo importante de 3x0 dentro de casa. Acorda. Descobre que é só um pesadelo. Isso é bom, mas quando você volta a dormir seu time toma mais três. Ok, saber que o resultado por enquanto é só um pesadelo é legal, mas tomar 6x0 é ruim até em sonho. Isso sem contar os pesadelos que parecem filmes de terror.

Definitivamente sonhar não é uma parada legal. Bom mesmo é dormir e acordar sem lembrar de nada. Poupa frustração e terror. Sem contar que eu não escreveria isso aqui.  : D

domingo, 18 de outubro de 2009

São Longuinho


(autor: Bruno Teixeira)


Assistindo Faustão hoje mais cedo (admito, assisto o “Quem chega lá”) vi algo interessante. Um dos humoristas interpretava o São Longuinho e tocou num assunto interessante: as promessas que fazemos ao Santo para encontrar nossas coisas perdidas. O artista não se aprofundou nisso, mas eu refleti um pouco e vi que não foi muito lucro ser santo nesse caso.

Quando a gente perde algo o que falamos? “São Longuinho, São Longuinho, se eu achar tal coisa eu dou três pulinhos”... Hã? Que porra ele vai fazer com seus três pulinhos? Gravar e colocar no youtube? Não existe nenhuma vantagem nisso. E creio que ele também não vê, tanto que geralmente achamos o que não estamos procurando, mas que tínhamos procurado anteriormente. Deve ser algum protesto Dele contra nossa safadeza. Talvez se prometêssemos um nike, um adidas... Talvez ele ajudasse mais.

Para Santo Antônio tem novena e as porra. No Candomblé tem até cachaça, mas para o pobre São Longuinho, são três pulinhos, isso quando não completam com vergonhosos três gritinhos. A não ser que São Longuinho seja um caçador de mico ou retardados que ficam pulando e gritando, não vejo sentido nisso.

Não tenho muito que falar, mas fica o protesto. Prometam algo de valor ao São Longuinho, quem vive de dar pulo é pobre.

ps. Procurando no Google a explicação dos três pulinhos, achei que a cada pulinho o Santo cresce um pouco... A essa altura ele já deve ter uns 150m.

sábado, 19 de setembro de 2009

Sabe aqueles dias em que tudo dá certo...

Todo dia ele costumava pegar o mesmo ônibus no mesmo horário. Já estava automatizado, nem olhava o nome ou a numeração, pegava pela cor. Era o único ônibus daquela empresa e daquela cor que passava por ali. Dessa vez não foi diferente. O “ônibus verde” chegou e ele subiu. Sentou-se na última cadeira do fundo, encostou-se na janela, diminuiu um pouco o volume do mp3 e dormiu. O seu ponto era perto do final de linha, não teria problema tirar um cochilo.

Algum tempo depois, acorda, olha pela janela, olha para o corredor que estava cheio. Tenta por a cabeça fora da janela para olhar a linha, não consegue. Mas pela paisagem do lado de fora... confirmado. Pegara o ônibus errado.


– MALDIÇÃO – gritou desesperado sem saber onde estava.


Agora mais pessoas sabiam da besteira que tinha feito. Mas não tinha tempo para sentir vergonha. Tinha que sair o mais rápido possível daquele ônibus. Olhou para o corredor. Cheio. Olhou pelas janelas, árvores para todo lado. Que lugar é esse? Que merda de ônibus é esse? – Ficava se perguntando.


Como se isso fosse de alguma utilidade. Ele precisava sair, mas não fazia ideia de onde estava. Não conhecia o lugar onde estava passando. Parecia a BR, não era o centro nem era perto da zona sul, onde ele morava. Era totalmente desconhecido.


– Ei, moço, o senhor pode me informar que linha é essa? Acho que peguei o ônibus errado – Perguntou ao passageiro que estava sentado ao seu lado.


– É o 1334. Agora me deixa dormir que tive um dia terrível, pivete – respondeu o homem com pouca atenção.


Pronto, agora ele sabia que era o 1334 , mas que diabo é 1334? Custava falar o bairro? Pensava, mas não falava, ficara com medo e um pouco de vergonha. Levantou-se, resolveu que desceria do ônibus. Mas não poderia ser por agora, a estrada deserta ainda não acabara. Deslocou-se até mais ou menos o meio do ônibus quando perguntou a uma passageira com uma aparência mais serena.


– Boa noite moça, você poderia me dizer pra onde esse ônibus tá indo? Peguei por engano.


– Esse vai pro Morro do Gato, mas é melhor descer na Faixa de Gaza porque essa hora o morro ta escuro e na Faixa tem um pessoal ali do movimento fazendo a segurança– respondeu e alertou, a moça.


Essas palavras foram suficientes para que suas pernas começassem a tremer. Um lugar chamado Faixa de Gaza não passa nenhuma segurança. Pior ainda é saber que existe lugar mais perigoso. Pior ainda outra vez é saber que estava indo parar nesse lugar.


A paisagem começa a mudar, começam a aparecer casas no lugar das árvores. Enfim ele estava de volta na civilização. Eram casas humildes, mas eram casas. Deu alguns empurrões, pisou em alguns pés, encoxou algumas gordinhas sem querer e, finalmente, chegou até a porta, essa era a hora de descer. Mas antes resolveu fazer uma pergunta ao motorista.


– Êa piloto, que lugar é esse aqui, hein parceiro?


– Rapá, aí é a Palestina... Cuidado aê com essa prata, viu... Os meninos tão querendo fazer o dia das crianças, sabe como é né... – respondeu o motorista com um sorriso maldoso nos lábios.


Nem precisava avisar. Só em ouvir “Palestina”, ele sabia que corria perigo. Mas não tinha jeito. Palestina, Faixa de Gaza ou Morro do Gato, ele uma hora teria que descer do ônibus. Então desceu ali na Palestina mesmo. Com uma rapidez que nunca tivera tirou o mp3, corrente e brinco. Foi colocando cada um em uma parte. O mp3 como era maior ficou preso na cueca, não dentro, preso mesmo. Os brincos, colocou em um dos bolsos, eram pequenos, não faziam volume. A corrente ele deu um jeito e colocou na meia. Merda. O Tênis. Não dá pra esconder o tênis. Por sorte era um Nike preto, não chamaria a atenção pela cor, porém aquela “vírgula” do lado é bem generosa e atrai ladrão.


Saiu andando procurando um ponto. Algumas pessoas passavam voltando para casa. Perguntou onde teria um ponto. Perguntou se tinha algum ônibus direto para zona sul. Enfim, o que pudesse ajudar. Como era esperado não tinha ônibus direto. Porém tinha um ponto na frente do bar.


Antes de ir ao ponto, passou no bar, depois de tanto pânico merecia ao menos uma latinha. Entrou. Pediu. Pagou. Bebeu. Foi até o ponto com todo o medo que alguém pode sentir. Não tinha ônibus direto, mas ele tinha um plano B. Um plano bem simples, pegar Lapa. Em qualquer lugar passa Lapa. Por sorte não demorou a passar, subiu no primeiro que passou. Foi até a Lapa, pegou seu ônibus de volta para casa ciente de que tinha tido um péssimo dia, mas uma grande história.


Ao encontrar um amigo no caminho de casa, logo foi contando-lhe desde o princípio.


– Então parceiro, sabe aqueles dias em que tudo dá certo? Pois é, não foi esse...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Inverno? Verão? Hã?

O que está acontecendo com Salvador? Na época da quarta série do ensino fundamental diziam que Salvador só tinha duas estações: verão e inverno. Algum tempo depois, por experiência própria, pensei ter descoberto que em Salvador só existe uma estação: o verão. Hoje já não tenho tanta certeza de quantas estações existe. Mas o pior não é isso, o pior é não saber quando elas começam ou terminam. No colégio aprende-se que são cerca de três meses para cada (na teoria). Na prática, aqui em Salvador, são cerca de seis horas para cada uma.

De manhã cedo geralmente é inverno, bem chuvoso. A primeira preocupação é conseguir sair da cama. Chuva dá sono. Em seguida vem as preocupações mais sérias: ônibus lotado,janelas fechadas, desodorantes vencidos, engarrafamento quilométrico e os barrancos de Salvador deslizando. Esses últimos por sinal são bem interessantes, todo ano chove e todo ano "derretem". Em 460 anos de história não é possível que ainda exista tanto morro em Salvador. Destruí-los deve ser o objetivo de São Pedro. Depois dessa reflexão sobre o caos que a cidade ficará vem a parte das roupas. Tempo frio é mais aconselhável que se ande com mais roupa, mais agasalhos, enfim muito mais vestido.

No meio da manhã, lá pelas nove horas, o tempo muda completamente. As nuvens cinza dão lugar a um céu azul e um sol forte. Nessa hora o ódio já está presente em nossos corações. Casacos pesados já não tem mais utilidades, e o pior, atrapalham. Um calor insuportável, um verdadeiro verão. Daqueles que fazem os professores levarem Filtro Solar do Pedro Bial para os alunos da quinta série. A praia chama, mas com calça, agasalho e tênis não dá mesmo. Esse "verão" dura mais ou menos até as 17 horas. Às vezes acontece um "inverno" intercalado nesse meio tempo, mas é mais difícil.

No final do dia o inverno volta com força total. Ventos fortes e frios, céu cheio de nuvens cinza e muita chuva. Engraçado que sempre chove na hora de sair de casa e voltar para casa. Parece-me algum complô divino contra as pessoas que usam o transporte coletivo.

Fica aí a dica para Deus, São Pedro ou qualquer outra diretoria que cuide do clima de Salvador. Vamos manter a coerência aí né pessoal. Não é muito legal sair todo vestido num calorão nem sair com pouca roupa num frio de matar. Ah, nem venham colocar a culpa no aquecimento global, essa ideia de colocar a culpa nos outros é coisa dos homens. Se continuar assim vai haver um surto de choque térmico.


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Entrar é fácil...




Meu ponto tá chegando. O buzu já está subindo a ladeira. Está perto. Ônibus cheio, terei que levantar mais cedo, caso contrário posso passar do ponto. Passar do ponto é perigoso, o caminho é mais longo e mais escuro. Se eu levantar agora, chegarei lá na frente na hora de descer. Mas se o buzu não estiver cheio como aparenta? Daqui do fundo não dá para ter certeza. Sentar no fundo é ruim por isso. Às vezes o buzu não está completamente cheio, mas daqui do fundo parece que está. Se eu levantar e não estiver cheio, ficarei em pé até chegar no ponto. Ficar em pé não é legal.

Eu sempre me arrependo de sentar nas cadeiras do fundo, mas sempre são elas que estão vazias na janela. Sentar do lado da janela é legal, dá pra ver o mar...ahh, mar é o caralho, eu quero é chegar em casa. Sentar no fundo não ajuda em nada, só atrapalha. Bem, quer dizer, nem tudo é ruim. Nas últimas cadeiras não é preciso aguentar mochilas, bolsas, sacolas e qualquer outra merda sendo empurrada em cima de mim quando alguém tenta desbravar o corredor. É, tem seu lado bom. Mas na hora de descer atrapalha, que dilema. A única certeza que eu tenho é que as cadeiras do fundo foram feitas para quem desce no fim de linha. Não posso ficar pensando muito. Tenho que decidir se levanto ou não.

Sinal vermelho no final da ladeira. Essa é minha deixa, levanto agora, com alguns empurrões seguidos de um falso "licença" e alguns pisões, eu consigo descer. Ahh, mas e se não estiver cheio de verdade? Ah, foda-se, se eu pensar demais eu vou morar nessa porra. Às vezes da vontade de descer pela janela, estilo Velocidade Máxima. Mas não é lá das ideias mais inteligentes, estou sentado do lado da pista, se eu pular, conseguirei um atropelo no mínimo. E convenhamos, alguém que desce do ônibus pela janela merece ser atropelado. Por uma carreta, no mínimo. Ehh, estou decidido, vou levantar agora.

Essa é a pior parte. Ajeito a mochila, pego o classificador, faço cara de mau e vou pra guerra. Minha primeira missão é me equilibrar até conseguir, com a mão esquerda, segurar naquelas barrinhas de cima. Não é muito difícil de vencer essa etapa, mesmo com apenas uma das mãos. Em seguida, é pedir licença para aquelas pessoas que congestionam aquele pequeno corredor que liga o meio ao final do ônibus. Essa parte também não é tão difícil, mas é bem inconfortável. Passado das duas primeiras etapas, chego na pior parte, passar por aquela multidão que bloqueia o corredor. Eu me pergunto várias vezes como eles conseguem aquilo, é fisicamente impossível, não cabe tanta gente em um ônibus só. Começo minha investida. Peço licença, piso em alguns pés, peço desculpa. Empurro algumas pessoas (Infelizmente "licença" não abre passagem, dá próxima vez tentarei "abre-te sésamo"), antes pedindo licença e depois desculpa. Um imprevisto..o ônibus tem aquela porta do meio, ou seja, exatamente no meio do buzu a barrinha fica mais alta, mais um trabalho. Chego no meio, empurro, piso no pé, caio em cima e já nem peço mais desculpa, faço tudo isso com cara de mau. Nem tenho mais cara de pau para pedir desculpas nem quero arriscar ser agredido por ninguém. O terror já está chegando ao final, é só mais alguns empurrões e chegar na frente. Lá, geralmente, tem pessoas mais inteligentes, que sentaram na frente, e descerão no mesmo ponto. Agora é relaxar e gozar porque amanhã tem mais, nesse mesmo buzu e nesse mesmo horário, para fazer inveja até a Chaves.



terça-feira, 28 de julho de 2009

O que um torcedor precisa saber

Pegando o gancho do outro texto, resolvi fazer uma listinha com 10 itens para facilitar a vida dos novos torcedores.

O que um torcedor precisa saber:


1- Quem vive de passado é museu, e quem vive de presente é Yemanjá (Isso quer dizer que se seu time tem um passado glorioso, refute o presente, se ele tem um presente glorioso, ignore o passado);


2- A imprensa está sempre contra seu time (Nunca, em hipótese alguma, você deve achar que algum programa está favorecendo seu time, se estão falando bem é para ocultar os erros, se estão falando mal, é para tumultuar o ambiente);


3- Sempre que seu time perder, saia do estádio falando que não volta mais lá;


4- No jogo seguinte ignore o item três;


5- Se o juiz errar a favor de seu time, é normal, ele é humano. Se errar contra seu time, é um safado, ladrão, descarado, máfia do apito etc;


6- Árbitro (homem) é sempre filho da put*, se for mulher é put* (poupe a mãe dela);


7- A culpa é sempre do juiz;


8- Torne épicas todas as conquistas de seu time;


9- Desmereça todas as conquistas de seu rival;


10- Clássico é clássico, e vice-versa.


Algumas podem ter saído forçada, mas é basicamente isso. Quem torce por algum time tem que saber isso.

;D

O Futebol e a Torcida



Bendito seja quem inventou o futebol. Talvez não exista nada mais sociável do que uma partida de futebol. Eu, que sempre fui muito tímido, sempre me enturmava nos colégios e ruas novas graças ao futebol. Dentro de campo todo mundo se conhece, a linguagem do futebol é universal. Dei várias voltas falando do futebol, mas o que eu quero falar mesmo, não é do futebol em si, mas sim da torcida. Se o cara que inventou o futebol merece ir pro céu, o que inventou a torcida merece 40 virgens e uma casa na Barra.


Pode parecer estranho, mas torcer por um time de futebol, muitas vezes é melhor do que o próprio ato de jogar futebol. Primeiro, para torcer você não precisa saber jogar, basta sentir o futebol, a emoção de um triunfo e o sofrimento de uma derrota. Segundo, para torcer, nem ao menos entender você precisa, basta saber o que é gol, quando é gol e que a culpa é sempre do juiz. Pra finalizar, torcer é melhor porque a culpa nunca será sua.


Torcer é muito bom. Times não é um conjunto de jogadores, é uma Nação. Camisa não é um vestuário, é um manto sagrado. Cores não são simples cores, são as cores do seu sangue. O estádio não é uma praça esportiva, é um templo sagrado. Torcedor, não é torcedor, é um fiel. Para torcer você precisa apenas sentir o futebol. Sentir a paixão correr em suas veias. É ficar feliz a cada triunfo. É ter seu final de semana estragado por causa de uma derrota. É zuar o rival. É ser zuado. Torcer é a verdadeira graça do futebol.


Ah, também não se pode esquecer uma coisa. Torcer por um time de futebol, implica em odiar outro. Não precisa saber o porquê, apenas odeie. Essa é a única função da existência dele. Você também ficará feliz quando ele perder. Sempre que seu time perder, você tem que torcer pela derrota do seu rival, é a única maneira conhecida até hoje de salvar seu final de semana e também a sua segunda-feira.


Torcer é isso, é amar, é odiar, é esperar horas na fila por ingresso, é xingar, é prometer nunca mais voltar no estádio, é não cumprir esse tipo de promessa etc. Enfim torcer é muito melhor do que jogar.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Uhul férias





Ahhh, enfim férias. Tem algo melhor que férias? Sim, um monte de coisas, mas já que estou oficialmente de férias, no momento é a melhor coisa do mundo. Acordar tarde, dormir tarde, não ser obrigado a ler um monte de texto, não ter que pegar aquele Barra às 6h30. As férias trazem consigo tanta coisa boa que eu nem consigo listar. Mas as férias, pelo menos as minhas, são divididas em três partes: o começo, o meio e o fim.

O começo tudo são flores, acordar tarde, dormir tarde, assistir àquele jogo quarta a noite, sair sem preocupações acadêmicas, enfim é só diversão. Esse é o melhor momento das férias, deveria permanecer para sempre, você é uma pessoa feliz, faz tudo que gostaria de fazer, mas não fazia por que era impedido por responsabilidades acadêmicas ou trabalho. Tem prazer em acordar tarde e dormir tarde, e concorda que a melhor vida é a de vagabundo.

O segundo momento, o meio, é o pior. O tédio toma conta de sua rotina, tudo já está enjoado, nada de novo aparece. Dormir tarde só porque não dá sono mais cedo, internet é repetitiva, televisão já está manjada, sair pode ser uma boa opção, mas muitas vezes é difícil ter vontade de sair. Mas isso não é pior, a situação só fica crítica quando você começa a sentir saudades de sua antiga rotina, acordar cedo, ônibus cheio (ok, isso ninguém sente saudades, mas é rotina), estudar, torcer para ter uma aula vaga. Enfim, quando você começa a sentir saudades do ambiente acadêmico/escola/trabalho é porque está ficando sinistro. Minha nova tática para superar essa fase será pegar cada prova chata que me fez ficar nervoso, sobretudo a prova final, para ler. O rascunho ta aqui guardado, na primeira saudade, ele está engatilhado, lembrarei do dia que tive que ir para a faculdade apenas para responder aquela maldita prova. Nesse momento não se pode esquecer que você não entende como alguém pode ser vagabundo, é entediante.

O terceiro momento, o fim, também não é dos melhores. Essa fase é quando já está perto do dia de retornar àquela velha rotina. Você começa a achar que poderia ter aproveitado as férias de um jeito melhor, faltou fazer isso ou aquilo. Arrepende-se de cada vez que torceu para que voltassem as aulas, enfim, é um momento de reflexão e tristeza. Mas essa é a vida, tudo que é bom, dura pouco, cerca de um mês para ser mais exato.

Eu ainda estou na primeira fase, logo estarei na segunda e, infelizmente, chegará a terceira fase, mas daqui até lá, eu curtirei bastante, inclusive hoje, poderei voltar a dormir e acordar tarde. \o/

terça-feira, 23 de junho de 2009

Tipo iraquiano...

Maldito seja quem inventou as bombinhas de São João. Sério, como alguém pode ter tido ideia tão idiota? Qual a função dessas bombinhas? Dar susto nas pessoas? Se for, esse objetivo já foi alcançado no mínimo umas 20 vezes essa noite, quatro enquanto escrevia esse primeiro parágrafo. Às vezes eu me sinto no Iraque.


Depois de crescer eu percebi o quanto eu era insuportável a cada São João. Qual a graça de ficar estourando bombinhas? Pior é quando nego resolve fazer um verdadeiro “tiroteio”, juntam as bombinhas e explode em sequência. Realmente me sinto no Iraque, Rio de Janeiro ou qualquer outro lugar que esteja em guerra.


Fora o barulho demasiado chato, ainda tem o cheiro insuportável de pólvora. A rua fica praticamente branca de tanta fumaça. São João não foi uma data feita para asmáticos. Não dá nem para ficar com a janela aberta.


Esse post, enfim, foi mais um desabafo. Nego gosta de barulho, fumaça e Iraque, não posso fazer nada, é a vida. Mas na moral, que é extremamente insuportável é. Deveria ter fone de ouvido para essas bombinhas, pelo menos eu não me assustava toda hora que alguém explodisse uma de mil.



sexta-feira, 12 de junho de 2009

10 coisas que aprendi pegando ônibus para o Cabula

1- Duas pessoas ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo;

2- Tancredo Neves é o bairro mais populoso de Salvador;

3- Sempre vai passar um Santo Inácio vazio depois que você sobe num Tancredo Neves lotado;

4- "Tancredo Neves lotado" é redundância;

5- Toda a população de T.Neves, Sto Inácio, Mata Escura, Est. das Barreiras trabalha, estuda, rouba ou se diverte na Pituba ou na Barra;

6- Não importa o quanto o ônibus está cheio, se o motorista abrir a porta do fundo sempre alguém vai tentar e conseguir subir;

7- Não importa se o tempo tá frio lá fora, os ônibus de T.Neves/Sto Inácio/Mata Escura tem temperatura própria, algo por volta dos 50º;

8- Pessoas que poderiam estar roubando, matando e estuprando preferem vender balas nos coletivos;

9- Carro foi a melhor invenção do homem, melhor até mesmo que fone de ouvido;

10- Enfim, Mendorato, o passatempo da viagem, um é cinquenta, três é um real, na promoção.



terça-feira, 9 de junho de 2009

Músicas para se escutar no volume máximo

Não sou roqueiro, então são poucas as músicas que me obrigam a aumentar o som do mp3 até o limite, mas tem músicas que são impossíveis escutar num volume razoável. Entre funk, rap, rock e alguns sons que eu curto, aqui vai uma lista de músicas que são muito melhores quando escutadas com, pelo menos, 90% do volume alto.


Numa ordem de classificação, a número dez, para mim, é Vem Todo Mundo do Mr. Catra. Não é um tipo de funk que me agrada, nem esse mc me agrada muito, mas o refrão dessa música empolga, não dá pra escutar num volume baixo, mas claro, tem que ser no mp4 ou mp3, porque a letra não é lá das melhores.


A número nove é Alguns Pensamentos do Elo da Corrente. A música é lenta, a letra é meio parnasiana, mas essa base e esse flow são foda. O volume tem que ser alto, até porque se for mais baixo que 50% do volume é certeza que eu durmo.


A oitava colocada é Contexto do Planet Hemp. Não tem refrão melhor pra ouvir alto que esse(lá na frente é certeza que irei me contradizer, mas deixa quieto). “Quem é que joga fumaça pro alto? PLANET HEMP”, ouvir essa música baixa não tem graça. No buzu dá vontade de cantar altão quando to ouvindo essa no mp3.


A sétima colocada é Relíquia do Mc Funnk. Com Don’t Stop the Rock na introdução da música e a metralhadora de rimas que é o Funnkeiro é impossível ouvir essa música baixa. Aconselho que curte um funk/rap (nem sei direito em que se enquadra esse som) mais undergound ouvir essa música, mas tem que ser bem alto.


Na sexta posição coloco a música Tropa de Elite do Tihuana. Tem nem o que comentar, quem conhece sabe, esse refrão contagia, tem que ser alto.


Na quinta posição Pretty Fly(For a white guy) do The Offspring. O clipe é zuado, a letra é zuada, mas tem que ser ouvida alta, o refrãozinho empolga Give it to me baby, a-ha, a-ha! And all the girls say I'm pretty fly (for a white guy). \o/


A número quarto é Mística de Orishas. Música lenta, mas muito boa para se escutar alta, refrão excelente e um flow muito bom dos caras. Aconselho s quem não conhece escutar o som dos caras.


Na terceira posição coloco o freestyle Don’t stop the rock. Quem curte freestyle vai entender, som muito bom. Quem curte um funk, montagens etc é de lá que vem a explosão que é muito utilizada em montagens, sobretudo de torcidas organizadas.


Em segundo lugar coloco The kids aren’t alright do The Offspring. Essa é muito empolgante. Letra muito boa também. Na verdade eu colocaria muitas músicas do Offspring aqui, mas não quis monopolizar.


Enfim, em primeiro lugar, talvez não tenha certeza da ordem de nenhuma acima, mas essa sem dúvidas não tem erro. Em primeiro lugar, a melhor música para ouvir no talo, é Mantenha o Respeito do Planet Hemp. Essa sim tem o melhor refrão, dá uma puta vontade de ficar gritando o refrão na rua: D2, MAS MANTENHA O RESPEEEEEEEEIIIIITOOO. Essa é muito boa pra cantar. Planet Hemp não me agrada muito, principalmente o D2, mas essa música é foda, escutar ela em volume baixo é uma heresia.


Portanto as 10 músicas que eu acho que são muito melhores alta, vou listar aqui pra facilitar:


1- Mantenha o respeito – Planet Hemp

2- The kids aren’t alright – The Offspring

3- Don’t stop the rock – Freestyle

4- Mística – Orishas

5- Pretty Fly (For a white guy) – The Offspring

6- Tropa de elite – Tihuana

7- Relíquia – Mc Funnk

8- Contexto – Planet Hemp

9- Alguns pensamentos – Elo da Corrente

10- Vem todo mundo – Mr. Catra

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Fuso Horário ?

Eu sei que costumo falar, pensar e escrever muita besteira, tento evitar, mas é mais forte do que eu. E se alguém já passou por uma situação semelhante, com certeza há de concordar comigo. Os relógios da cidade deveriam ter o horário padronizado. Primeiro porque isso me ajudaria muito, já que estou sem celular e relógio, segundo porque é bizarro horário diferente em cada relógio. Parece que cada bairro possui seu próprio fuso.


Imagino que você esteja pensando “nossa, como ele sabe que não estão iguais se não existe relógios tão próximos assim”. Eu te digo como eu sei, algumas vezes já aconteceu de eu voltar no tempo nessa cidade. A última foi nessa quarta (27/05). Estava eu indo para a aula a tarde, curtindo meu buzu balançando pelos buracos de Salvador, quando entro na Ogunjá e o relógio marcava 16h29. Pensei “posso ficar tranqüilo, tenho tempo bastante pra chegar na faculdade”, então acontece que eu pego um engarrafamento (zinho) ali mesmo na Ogunjá, creio que não tenha demorado mais que dez minutos, mas demorei. Quando entro então na Vasco da Gama, olho no relógio para me situar e que horas ele tava marcando? 16h28, hã? Que porra é essa? Voltei no tempo? A Vasco ta situada a quantos graus do meridiano de Greenwich? Com certeza ta mais afastada que a Ogunjá, porque os horários são bizarramente diferentes. Ta, sei que quem fez o trajeto Vasco da Gama, Ogunjá não sentiu uma diferença tão estranha, mas foi algo bizarro também.


Sei que isso não afeta a população em nada, não interfere em nada, a chuva não tá forte por causa disso, João Henrique não prometeu ajustar os relógios de Salvador na campanha política, o Bahia não ta jogando mal por isso, mas porra, isso é bizarro. O que custa ajustar as horas? São 21h17, coloca lá que ta de boa. Caso contrário vou procurar saber em que fuso ta o Cabula e vou ajeitar o relógio aqui do computador.



;D


Idéias idiotas povoam minha mente, mas essa daí é idéia cheque, depender desses relógios de Salvador é foda. Vou procurar no mapa aqui da sexta série o fuso de meu bairro.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Qual a melhor coisa do mundo?

Minha intenção era escrever sobre a pior coisa do mundo, mas como eu ando muito revoltado com a vida, odeio muitas coisas, então acho mais fácil escrever sobre o que eu gosto. Qual a melhor coisa do mundo? Eu poderia ser um torcedor fanático e falar que era torcer pelo Bahia. Poderia ser clichê e falar que é sexo. Poderia ser o Veríssimo e falar que é não ser obrigado a ir a lugar nenhum, mesmo sem febre. Poderia ser estudante da UFBa e falar que é não alagar a faculdade quando chove. Poderia ser vagabundo e falar que é ser sustentado. Mas vou ser sincero, a melhor coisa do mundo, para mim, é fone de ouvido.

Não existe invenção melhor do que fone de ouvido. Com certeza quando o sujeito estava “inventando”, comia chocolate. Foi uma sacada da porra do sacana. É uma coisa tão importante que, para mim, deveria ser distribuído igual a camisinha nos postos de saúde. Não existe tecnologia que mais tenha me agradado.

Tem coisa pior do que entrar no ônibus e ter que agüentar alguém com o celular nas alturas escutando clássicos da música popular baiana, como: “desce com a mão no tabaco”, “rala a tcheca no chão” etc. Porra, maluco, se você gosta, eu não tenho nada contra, mas eu não gosto, mete uma porra de um fone nesse celular e fica surdo ouvindo suas músicas, mas não me obrigue a ouvir. Eu sei que meu gosto também não agrada à maioria, por isso evito ouvir som alto, coloco meu fone e não atrapalho ninguém, o que custa às pessoas fazerem isso também?

Outra coisa que irrita muito são os vizinhos, nego leva a sério aquela história de que na Bahia todo dia é carnaval, coloca um som nas alturas e foda-se o resto. Quem não gosta que se dane? Porra, isso me revolta, coloca uma porra de um fone já que não consegue ouvir isso num volume mais social. É revoltante, por outro lado, alguém muito esperto inventou o querido fone de ouvido, com certeza a melhor invenção do homem. Fica dica.

;D


Falta de inspiração é foda ;D
Escrevi qualquer coisa pro blog não ficar paradão, mal aê os palavrões.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Súplica soteropolitana



Súplica cearense
(Luiz Gonzaga)

Oh Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair, cair sem parar

Oh Deus, será que o senhor se zangou
E só por isso que o sol se arretirou
Fazendo cair toda chuva que há

Oh Senhor, eu pedi para o sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão

Oh meu Deus, se eu não rezei direito,
A culpa é do sujeito
Desse pobre que nem sabe fazer oração

Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água
E ter-lhe pedido cheio de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar, retirar

Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno
E agora o inferno queima o meu humilde Ceará

Oh Senhor, eu pedi para o sol se esconder um pouquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão ê ê

Ganancia demais
A chuva não cai mais
Corro demais
Política demais
Tristeza demais
Interesse tem demais
Ganancia demais
A Fome demais
A Falta demais
Promessa demais
Seca demais
A chuva não tem Mais
Ganancia demais
Chuva tem não tem não tem é demais
Pobreza demais
Povo tem demais
O povo sofre demais...


Dica, São Pedro.
Eu reclamava do calor, eu sei, mas não precisava exagerar.

Salvador é de papel e parece uma bacia, todos os barrancos deslizam e a cidade fica toda alagada.

Pega leve. ;D

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Quatro olhos



Óculos, tá aí um tema interessante. Usar óculos, as vezes, não é lá uma das melhores experiências. A começar pelo exame, o colírio usado pra dilatar a pupila deve ter sido inventado pelo demônio, pelo amor de Deus, parece que é sabor pimenta aquilo. Depois de colocar, no mínimo, três vezes aquele suco de pó de mico no olho, descobrir que terá que usar óculos, você ainda tem que agüentar um dia sem conseguir ver direito por causa da condição de sua pupila. Mas isso não é o pior, o pior vem depois.

Quando se é criança, putz, que experiência horrível, os óculos te deixam com cara de nerd, sem contar todos aqueles apelidos idiotas que você recebe. Tudo isso sem contar que pra jogar bola tem que ter uma alma caridosa que segure seus óculos do lado de fora, mas esse problema te acompanha pro resto da vida, não só na infância. Na adolescência sua cara de nerd aumenta dez vezes, ou você assume de vez sua condição imposta por Deus, ou arranja um óculos estiloso.

Se ilude, porém, quem acha que o problema maior é a aparência ou os apelidos, quem usa óculos, ainda tem que agüentar as piadinhas idiotas quando você, por algum motivo, os tira. É terrível tirar os óculos por alguns instantes e ouvir um retardado te perguntar: “quantos dedos tem aqui?”, porra, no início eu respondo com educação e um sorriso amarelo, depois de algum tempo o sangue sobe pra cabeça e eu mando o cara tomar no c*. Porra, algumas mentes brilhantes acham que eu tenho 40 graus de hipermetropia em cada olho, porra, o cara não tá distante nem um metro de mim, será que ele acha mesmo que eu não consigo enxergar? Ah, eu mando logo se fuder.

Outro problema que atinge quem usa óculos é a chuva, não aquela forte que você em sai de casa, mas sim aquele chuvisco, aquele que não anima ninguém a abrir o guarda-chuva. Mas pro coitado que usa óculos, abrir o guarda-chuva é quase obrigatório, a não ser que tenha limpador na sua lente. É terrível andar com os óculos embaçados, pior que você não pode nem limpar na roupa porque fica muito pior. A chuva também é inimiga de nós míopes e hipermetropes.

Então, vocês que não tem problemas nos olhos e, logicamente, não são obrigados a usar óculos, agradeçam a Deus, porque nós, que usamos, sofremos bastante nas mãos de vocês.

terça-feira, 28 de abril de 2009

"Se é de batalhas que se vive a vida(...)"


Eu não queria escrever sobre isso no blog, queria evitar ao máximo falar de Bahia. Mas não tem jeito, nessa semana é inevitável. Na verdade eu não tenho muito o que falar, talvez segunda poderei ter algo a falar, um desabafo ou comemoração, sei lá. Só deixarei aqui uma frase típica dos gaúchos, mas que define bem o momento do Esquadrão.


“Não tá morto quem peleja”

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Banalização dos Palavrões

Já faz algum tempo que eu queria escrever algo sobre isso, na faculdade já discutimos algumas vezes sobre a força do palavrão. Minha primeira intenção era escrever sobre os palavrões, mas refletindo aqui em casa, cheguei à conclusão de que xingar já não é mais como antigamente. Foi-se o tempo em que você mandava alguém se fud** e a pessoa se sentia ofendida, hoje, um “vá se fud**” é coisa que se diz para amigos, vamos à análise.


Como já falei dele, terminarei, o “vá se fud**” ou “se fud**”, como preferir, perdeu sua magia, sua força, aquele espírito de revolta. Atualmente, você manda alguém se fud** por qualquer bobagem, vamos ao exemplo: seu amigo chega e fala “E esse ‘Jahia’, vai cair?”, qual a primeira resposta que vem à cabeça “vá se fud**, rapaz”, na verdade você não quer ofender seu amigo, apenas quer responder negativamente à pergunta dele, um “que nada” resolveria a questão.


Seguindo a linha do “fud**”, falarei do “fod*-se”, hoje em dia, “fod*-se” é um “tô nem aí” de luxo, não ofende, não agride, apenas evidencia sua indiferença à algo. Vamos ao exemplo: Alguém fala “a aula de latim já começou”, o que você responde “Ah, fod*-se, vou comer em biologia”. Um “Tô nem aí(...)” resolveria o problema, mas claro, não tem o charme do “fod*-se”.


Outro palavrão que vem perdendo força é o “vá tomar no c*”, praticamente aconteceu o mesmo processo que aconteceu com o “vá se fud**”, você não fala pra ofender. Por outro lado,Leandro Hassum e o Marcius Melhen (Nós na fita) afirmam que hoje em dia pra mandar alguém tomar no c* e ofender, você tem que dar o “endereço”, algo mais ou menos “Vá tomar no meio do olho de seu c*”.

Um palavrão clássico que foi banalizado é o “porra”, esse eu nem “censuro”, porque já virou vírgula, porra é tudo, menos palavrão. É advérbio de intensidade (Gente pa porra), é advérbio de lugar (Vá pa porra), é interjeição (PORRA!) é até uma espécie de “câmbio” (aqueles do walk talk), enfim, “porra” tem mil e uma utilidades. Porra já faz, praticamente, parte da norma culta, se dependesse de mim, já estaria nas gramáticas.


Então é isso, muitos palavrões foram banalizados, o “vá se fud**”, “fod*-se”, “vá tomar no c*”, “porra”, “viado”(não citei, mas esse já virou sinônimo de “brother”), “corno”(não citei, mas também já é sinônimo de “brother”) etc. Ainda existe, porém, alguns que não foram, o caso do “filho da put*” (mas já ta se desgastando), “desgraç*”, “put* que pariu”, entre alguns que não lembro agora. Temos que lutar para que isso não ocorra, diga não a banalização dos palavrões.


Ps. Eu avisei que escreveria se a idéia fosse idiota ;D

O Início

Geral com blog, eu não tinha nada pra fazer, resolvi fazer um pra mim também. Não tão cult nem tão poético como o da galera, mas é meu e é limpinho.

Se tiver algum erro de ortografia, desconsiderem, ainda não me adequei à nova reforma ortográfica e, também, nunca fui muito chegado na antiga, mas não é hora pra discutir isso. Se tiver algum erro de sintaxe, variação linguística, aprendi na faculdade, virou minha desculpa. Se tiver algum erro relacionado à outra área, foda-se, eu faço letras.

Então é isso, quando tiver com alguma idéia idiota na cabeça, eu compartilho. Só mais uma coisa, Mc Leozinho de Recife destrói.
É nóis memo.