quarta-feira, 29 de abril de 2009

Quatro olhos



Óculos, tá aí um tema interessante. Usar óculos, as vezes, não é lá uma das melhores experiências. A começar pelo exame, o colírio usado pra dilatar a pupila deve ter sido inventado pelo demônio, pelo amor de Deus, parece que é sabor pimenta aquilo. Depois de colocar, no mínimo, três vezes aquele suco de pó de mico no olho, descobrir que terá que usar óculos, você ainda tem que agüentar um dia sem conseguir ver direito por causa da condição de sua pupila. Mas isso não é o pior, o pior vem depois.

Quando se é criança, putz, que experiência horrível, os óculos te deixam com cara de nerd, sem contar todos aqueles apelidos idiotas que você recebe. Tudo isso sem contar que pra jogar bola tem que ter uma alma caridosa que segure seus óculos do lado de fora, mas esse problema te acompanha pro resto da vida, não só na infância. Na adolescência sua cara de nerd aumenta dez vezes, ou você assume de vez sua condição imposta por Deus, ou arranja um óculos estiloso.

Se ilude, porém, quem acha que o problema maior é a aparência ou os apelidos, quem usa óculos, ainda tem que agüentar as piadinhas idiotas quando você, por algum motivo, os tira. É terrível tirar os óculos por alguns instantes e ouvir um retardado te perguntar: “quantos dedos tem aqui?”, porra, no início eu respondo com educação e um sorriso amarelo, depois de algum tempo o sangue sobe pra cabeça e eu mando o cara tomar no c*. Porra, algumas mentes brilhantes acham que eu tenho 40 graus de hipermetropia em cada olho, porra, o cara não tá distante nem um metro de mim, será que ele acha mesmo que eu não consigo enxergar? Ah, eu mando logo se fuder.

Outro problema que atinge quem usa óculos é a chuva, não aquela forte que você em sai de casa, mas sim aquele chuvisco, aquele que não anima ninguém a abrir o guarda-chuva. Mas pro coitado que usa óculos, abrir o guarda-chuva é quase obrigatório, a não ser que tenha limpador na sua lente. É terrível andar com os óculos embaçados, pior que você não pode nem limpar na roupa porque fica muito pior. A chuva também é inimiga de nós míopes e hipermetropes.

Então, vocês que não tem problemas nos olhos e, logicamente, não são obrigados a usar óculos, agradeçam a Deus, porque nós, que usamos, sofremos bastante nas mãos de vocês.

terça-feira, 28 de abril de 2009

"Se é de batalhas que se vive a vida(...)"


Eu não queria escrever sobre isso no blog, queria evitar ao máximo falar de Bahia. Mas não tem jeito, nessa semana é inevitável. Na verdade eu não tenho muito o que falar, talvez segunda poderei ter algo a falar, um desabafo ou comemoração, sei lá. Só deixarei aqui uma frase típica dos gaúchos, mas que define bem o momento do Esquadrão.


“Não tá morto quem peleja”

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Banalização dos Palavrões

Já faz algum tempo que eu queria escrever algo sobre isso, na faculdade já discutimos algumas vezes sobre a força do palavrão. Minha primeira intenção era escrever sobre os palavrões, mas refletindo aqui em casa, cheguei à conclusão de que xingar já não é mais como antigamente. Foi-se o tempo em que você mandava alguém se fud** e a pessoa se sentia ofendida, hoje, um “vá se fud**” é coisa que se diz para amigos, vamos à análise.


Como já falei dele, terminarei, o “vá se fud**” ou “se fud**”, como preferir, perdeu sua magia, sua força, aquele espírito de revolta. Atualmente, você manda alguém se fud** por qualquer bobagem, vamos ao exemplo: seu amigo chega e fala “E esse ‘Jahia’, vai cair?”, qual a primeira resposta que vem à cabeça “vá se fud**, rapaz”, na verdade você não quer ofender seu amigo, apenas quer responder negativamente à pergunta dele, um “que nada” resolveria a questão.


Seguindo a linha do “fud**”, falarei do “fod*-se”, hoje em dia, “fod*-se” é um “tô nem aí” de luxo, não ofende, não agride, apenas evidencia sua indiferença à algo. Vamos ao exemplo: Alguém fala “a aula de latim já começou”, o que você responde “Ah, fod*-se, vou comer em biologia”. Um “Tô nem aí(...)” resolveria o problema, mas claro, não tem o charme do “fod*-se”.


Outro palavrão que vem perdendo força é o “vá tomar no c*”, praticamente aconteceu o mesmo processo que aconteceu com o “vá se fud**”, você não fala pra ofender. Por outro lado,Leandro Hassum e o Marcius Melhen (Nós na fita) afirmam que hoje em dia pra mandar alguém tomar no c* e ofender, você tem que dar o “endereço”, algo mais ou menos “Vá tomar no meio do olho de seu c*”.

Um palavrão clássico que foi banalizado é o “porra”, esse eu nem “censuro”, porque já virou vírgula, porra é tudo, menos palavrão. É advérbio de intensidade (Gente pa porra), é advérbio de lugar (Vá pa porra), é interjeição (PORRA!) é até uma espécie de “câmbio” (aqueles do walk talk), enfim, “porra” tem mil e uma utilidades. Porra já faz, praticamente, parte da norma culta, se dependesse de mim, já estaria nas gramáticas.


Então é isso, muitos palavrões foram banalizados, o “vá se fud**”, “fod*-se”, “vá tomar no c*”, “porra”, “viado”(não citei, mas esse já virou sinônimo de “brother”), “corno”(não citei, mas também já é sinônimo de “brother”) etc. Ainda existe, porém, alguns que não foram, o caso do “filho da put*” (mas já ta se desgastando), “desgraç*”, “put* que pariu”, entre alguns que não lembro agora. Temos que lutar para que isso não ocorra, diga não a banalização dos palavrões.


Ps. Eu avisei que escreveria se a idéia fosse idiota ;D

O Início

Geral com blog, eu não tinha nada pra fazer, resolvi fazer um pra mim também. Não tão cult nem tão poético como o da galera, mas é meu e é limpinho.

Se tiver algum erro de ortografia, desconsiderem, ainda não me adequei à nova reforma ortográfica e, também, nunca fui muito chegado na antiga, mas não é hora pra discutir isso. Se tiver algum erro de sintaxe, variação linguística, aprendi na faculdade, virou minha desculpa. Se tiver algum erro relacionado à outra área, foda-se, eu faço letras.

Então é isso, quando tiver com alguma idéia idiota na cabeça, eu compartilho. Só mais uma coisa, Mc Leozinho de Recife destrói.
É nóis memo.