domingo, 18 de outubro de 2009

São Longuinho


(autor: Bruno Teixeira)


Assistindo Faustão hoje mais cedo (admito, assisto o “Quem chega lá”) vi algo interessante. Um dos humoristas interpretava o São Longuinho e tocou num assunto interessante: as promessas que fazemos ao Santo para encontrar nossas coisas perdidas. O artista não se aprofundou nisso, mas eu refleti um pouco e vi que não foi muito lucro ser santo nesse caso.

Quando a gente perde algo o que falamos? “São Longuinho, São Longuinho, se eu achar tal coisa eu dou três pulinhos”... Hã? Que porra ele vai fazer com seus três pulinhos? Gravar e colocar no youtube? Não existe nenhuma vantagem nisso. E creio que ele também não vê, tanto que geralmente achamos o que não estamos procurando, mas que tínhamos procurado anteriormente. Deve ser algum protesto Dele contra nossa safadeza. Talvez se prometêssemos um nike, um adidas... Talvez ele ajudasse mais.

Para Santo Antônio tem novena e as porra. No Candomblé tem até cachaça, mas para o pobre São Longuinho, são três pulinhos, isso quando não completam com vergonhosos três gritinhos. A não ser que São Longuinho seja um caçador de mico ou retardados que ficam pulando e gritando, não vejo sentido nisso.

Não tenho muito que falar, mas fica o protesto. Prometam algo de valor ao São Longuinho, quem vive de dar pulo é pobre.

ps. Procurando no Google a explicação dos três pulinhos, achei que a cada pulinho o Santo cresce um pouco... A essa altura ele já deve ter uns 150m.