sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Diálogos no buzu

- E aí, man? Nunca mais te vi.
- Opa! Beleza? Nem fale... correria... sabe como é, né? É foda!
- E aí, como está, cara? Fazendo o quê da vida?
- Tou de boa... estudando... trabalhando... 
- Hum... tá fazendo o quê?
- Letras... na Federal, tá ligado?
- Hum... Sei. É barril, né, man?
- É foda...
- Éhh...
- Sabe como é... final de semestre... pá... bagunça tudo... é foda...
- Tou ligado... mas é isso mesmo... e esse buzu cheio, vei? Raiva da porra.
- Nem fale, vei... é foda.
- E ainda tem esse engarrafamento...
- Éhh... é foda...
- Beleza, man, vou descer aqui, porque tenho que passar ali na casa de um parceiro...
- É fod... err, quer dizer, vá lá, man...
- Falou, pivete...


“É foda” respondendo qualquer pergunta aleatória de quase-conhecidos desde... ah, sei lá, desde sempre... cês sabem que é foda!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vladimir

Vladimir acabara de acordar num galpão. Não reconhecia aquele lugar. Não fazia idéia de como havia chegado ali. Ele estava desnorteado, precisava de ajuda. Pôs a mão no bolso para pegar seu celular e ligar para algum amigo. Não o encontrou. Pior, percebeu que estava com uma roupa estranha, parecia do BOPE ou da SWAT. Definitivamente, era uma roupa de alguma força policial. Em sua cintura, havia um coldre com uma pistola. Pegou-a e reconheceu-a, era uma Universal Self-Loading Pistol também conhecida por USP. Assustou-se, mas não por ter uma arma, e sim por reconhecê-la. Vladimir estava cada vez mais confuso, ouviu um chiado vindo de seu bolso de trás, era um rádio. Pegou-o e colocou-o perto do ouvido, alguém repetia desesperadamente:

- Need backup! Need Backup!

Em seguida ouviu sons de tiro e um grito. Aquele dia estava ficando cada vez mais estranho. Agora, era Vladimir quem estava desesperado. Havia acordado em um lugar estranho, com uma roupa estranha, uma pistola, um rádio e, agora, um morto. Aquilo só poderia ser um pesadelo.

Resolveu, então, que deveria sair dali. Caminhou em direção à saída direita do Galpão, havia uma pequena ladeira e mais a frente tinha algo que parecia um trilho de trem. Subiu um pouco e confirmou, era um trilho e mais a frente havia trens sobre eles. Andou mais para perto quando viu, a cerca de 50 metros, três homens com uma touca que cobria o rosto vindo em sua direção. O medo tomou conta de seu corpo, não sabia o que fazer. Os homens traziam consigo verdadeiros arsenais de guerra, Vladimir tinha apenas uma pistola. Não esperou tempo ruim e pôs-se a correr. Voltou para o galpão e foi para a saída da esquerda. Não era uma saída, ele estava entrando mais no galpão. Chegou a um lugar onde havia mais dois trens. Meio confuso, continuou correndo quando o rádio começou a chiar outra vez, dessa vez a voz dizia:

- Enemy spotted, enemy spotted!

Tiros. Silêncio. Coração a mil. Vladimir continuou correndo, subiu outra pequena rampa e deparou-se com um rifle de assalto e um kit no chão. Aquilo estava cada vez mais estranho. Se não fosse tão real, diria que era um jogo. Não sabia como manejar, mas pegou aquela arma e o kit e continuou em frente. Chegou a um corredor onde havia caixas colocadas estrategicamente nos dois lados. No fim do corredor, havia uma escada. Subiu a escada e continuou em frente, mas dessa vez andando. Evitava fazer barulho. Chegou ao fim do galpão. Havia outra escada, desceu-a e continuou em silêncio. Chegou a um lugar aberto com algumas caixas e grades, havia também um caminhão estacionado. Tentou entrar nele, mas sem sucesso. Decidiu, então, seguir em frente quando se deparou com um daqueles caras de touca. Ele carregava uma Glock 18 e se preparava para atirar, Vladimir assustado descarregou todo o pente do rifle no sujeito que foi ao solo já morto. Por algum motivo ele não teve remorso, não se sentiu mal, era uma questão de sobrevivência, ou ele, ou eu.

Seguiu em frente, passou por uma lixeira grande e fedida onde havia três corpos crivados de bala. Dois usavam roupas iguais as suas e um vestia uma camisa preta e a touca na face. Seguiu até se deparar com outro corredor. Também tinham algumas caixas colocadas em cada lado do corredor. Abaixou-se e foi até uma das caixas. Ouviu passos e se escondeu. Os passos aproximavam-se, Vladimir estava aflito. De repente, aparece um sujeito vestido igual aos outros, Vladimir não pensa duas vezes e dispara contra o indivíduo que cai morto no chão deixando cair uma granada. Vladmir pega-a e arremessa contra os outros dois inimigos que vinham em sua direção. Certeiro. A explosão faz com que os agressores voem por cima de si. Ele se sentia mais calmo, mais seguro, mais confiante, mas não sentia que já tinha acabado. Talvez porque ouvia um “beep” vindo de onde estavam os inimigos. Invade a área onde seus agressores estavam e percebe que havia uma bomba armada. Não sabia o que fazer. Colocou a mão no coldre e pegou o kit que havia achado no chão mais cedo. Nele havia escrito “Defusal kit”. Nada mais oportuno. Mas, ainda assim, não sabia o que fazer. Nunca desarmara uma bomba. Aproximou-se do artefato e não sabia o que fazer. No rádio, ouviu um ruído. Parecia tentar dizer algo. Não conseguia entender, só ouvia um “eeeee”. Não conseguia entender. Não via fios vermelhos, nem azuis. A contagem chegava ao fim, uma voz em sua cabeça começou a contar: dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um... Tudo foi pelos ares. A bomba explodiu. Vladimir havia chegado até ali, mas não havia sobrevivido. Ainda pôde ouvir antes de morrer uma voz vinda do céu:

- Terrorists win

Em seguida sentiu dois tapas no pescoço e ouviu uma voz falando:

- Porra! Vlad, você ta viajando, cara? CS é coisa séria, rapá, “cê” pega a porra do defuse e não desarma? Eu tava falando aqui: aperta “e”, você não me ouve, cara. Perdemos o round por besteira, cara. Todos já estavam mortos. Oh, não faz mais isso, e vê se aprende a usar o rádio. 

**********************

Meu recesso da copa, enfim, acabou. É bom voltar e relembrando os velhos tempos. Sempre quis escrever algo relacionado ao CS. Quase uma missão explicar para o mundo que CS não é só matar, é o mais divertido, mas não é só isso. 

;)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Morte às baratas!

Se existe um bicho que eu detesto do fundo de meu coração, esse bicho se chama barata. Eu não sei onde Deus estava com a cabeça quando as inventou. Com certeza Ele previa que Adão e Eva comeriam o fruto proibido. A criação das baratas foi uma forma de punir-nos. Não há outra explicação. Baratas são nojentas, não polinizam, não produzem seda nem mel, não trazem sorte, não comem insetos menores (seria bom se fossem canibais)… porra, pra dizer a verdade eu nem sei o que baratas comem… procurando no Google, vi que elas comem qualquer coisa, de preferência algo que você tenha deixado em cima da mesa. Baratas não tem utilidade.

O pior não para por aí. Existem baratas que voam… Ahhh, isso sim é revoltante. Para que porra Deus deu asa às baratas? Para que dêem rasantes na sala enquanto assistimos algo na TV causando pânico nas mulheres? Para que realizem vôos suicidas quando tentamos matá-las? Se Capitão Nascimento tivesse ao lado de Deus quando ele pensou em colocar asa nas baratas, diria um sonoro “essa porra vai dar merda”! Baratas não devem voar. A única função da barata no mundo é morrer, se elas tem asas, torna-se mais difícil completar a missão. Seria preferível que Deus houvesse dado asa às cobras, pelo menos faria sentido. Ok, exagerei, mas baratas não podem ter asas.

Outra coisa detestável nas baratas é que elas somem, teletransportam-se, fazem mágica. Eu não sei que porra elas fazem, mas uma coisa é certa, se uma barata aparecer e correr para trás de algo, não adianta ficar olhando para o local, a miserável aparecerá perto de você de algum jeito que ninguém sabe explicar. Você passa o olho em toda a sala, quando olhar para a estante ao seu lado, estará aquela mancha meio marrom, meio vermelha olhando-lhe, desdenhando de sua capacidade de matá-las. Elas sabem que morrerão, por isso sempre lhe irão irritar antes de morrer. Correrão, voarão, ficarão chapadas caso use veneno, até que você acerte-a uma boa chinelada, uma pancada com vontade, fazendo que voe restos de barata para todos os lados. Matar uma barata é prazeroso. Dá uma sensação de missão cumprida.

Outro fato interessante é que baratas não são nem bichos legais para a criação de super-heróis. Porra, imaginem se o Peter Parker fosse mordido (aquelas porra mordem?) por uma barata. Ele teria que superpoder além de voar? Mataria os inimigos de nojo? A única certeza é que ele nunca comeria a Mary Jane. Nem para ser vilã uma barata serviria, apesar de que acho que existe um filme de baratas gigantes que comem gente (Mutação eu acho). Mas porra, só um (Joe e as baratas não conta). Até um super-herói baseado numa banana existe. Baratas são completas inúteis. Só existem para que ninguém seja cem por cento feliz.

Morram, baratas.

Ah, Bora Brasil minha porra! O hexa é nosso!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Rapidinhas

E aí, galera. Copa chegando, estão ligados? Já foi escolhida a frase do ônibus do Brasil. Será "Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!", ou seja, a Seleção vai de Tancredo Neves à África do Sul.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Nova reforma ortográfica já

Imagino que qualquer falante alfabetizado de uma língua já tenha passado por uma situação em que não sabia a grafia correta de uma palavra. Nós, falantes do português, passamos por isso em muitas ocasiões, já que temos, em alguns casos, diversas representações gráficas para um único fonema. Por exemplo, o fonema /s/, que pode ser grafado como “s”,”ss”, “c”,  “ç”, “sc”, “sç”, “xc” e “x”. Se você não tem o Google ao seu lado para dizer-lhe o que você quis dizer, provavelmente, já escreveu uma palavra de duas formas possíveis para ver a que ficava mais agradável, mais bonita. Isso dá certo geralmente. Estamos acostumados com certas grafias e reconhecemos quando uma letra não fica legal em certo contexto. Com uma palavra, porém, esse “macete” não dá certo. Essa palavra é “chuchu”.

Confesso que pensei em várias teorias para corroborar minha posição; mas, sendo generoso comigo mesmo, poucas eu achei convincente. Não lhe sei explicar o porquê, mas chuchu não deveria ser grafado com dois “ch”. É muita letra para pouco fonema, não fica esteticamente legal, a palavra fica muito grande quando escrita, atrapalha as crianças quando estão sendo alfabetizadas e atrapalha os adultos que se esqueceram da grafia correta e não pode usar a tática do “fica estranho”. Vejam como “xuxu” grafado com dois “x” fica melhor. Fica mais bonito, menor, mais agradável de ler e toda criança saberia escrevê-lo. Até o pessoal no Orkut acertaria se assim fosse grafado. Sem medo de ser feliz, digo-lhes que chuchu pede para ser escrito com “x”. É algo intrínseco, motivado, natural. E se ele, o chuchu, pudesse escolher, escolheria a grafia com “x”.

É bem verdade também que a palavra “chuchu” não deve fazer parte do dia-a-dia de vocês. Pelo menos não na escrita. Mas parem para pensar nisso. Vejam como não fica legal escrever com dois “ch”. É um nome com apenas duas sílabas e ainda por cima repetidas, que fica parecendo uma onomatopeia. Grafá-lo com dois dígrafos só faz aumentar o carma dessa palavra que já tem um referente problemático. O chuchu não tem gosto, não é apreciado por ninguém, é feio, tem espinhos e ainda tem que carregar o peso de ser grafado de forma tão desprovida de beleza. Pior que isso, só o ônibus de Tancredo Neves.

Apóiem-me, façam essa revolução comigo. Nova reforma ortográfica já. Chuchu agora tem que ser com “x”.  

terça-feira, 20 de abril de 2010

Por que humilham nossas crianças?

Se você não é tão patriota quanto o Policarpo Quaresma, ou tão ufanista quanto os românticos da fase indianista, não deve saber; mas, ontem (19/04), foi o dia do índio. Imagino que, para quem sabia, não tenha mudado muita coisa. Imagino que, para quem não sabia, também não tenha mudado nada. Para nossas crianças, porém, não deve ter sido um dia muito fácil.

Não sei quanto a vocês, mas eu sempre tive raiva desse tipo de data. Professores do ensino fundamental um costumam expor pobres crianças indefesas ao ridículo. É só chegar uma data como a de ontem e as mãos deles coçam para pintar e caracterizar os meninos. Ontem, não foi incomum ver vários indiozinhos na rua. Não sei o que se passava na cabeça deles, mas, no meu tempo, com certeza, era vontade de dar uma flechada em cada infeliz que passou guache no meu rosto e fez-me colocar um cocar.

Mas não só de dia do índio vivem esses professores. Há outras datas até piores. A mais comum e, quiçá a pior, é a páscoa. Por algum motivo acha(va)m que crianças gostam de ser pintada de coelho. Colocar um par de orelhas pontudas e pintar em mim uns fios de bigode não me faz um coelho, faz-me uma criança muito revoltada. Outras datas que também me revoltavam eram o dia do soldado (porém não muito, já que não me pintavam) e o São João. Odiava muito ir e voltar da escola com uma calça falsamente remendada, uma camisa quadriculada, um bigode pintado e – pasmem – um dente pintado. Essas lembranças sobre o São João me fazem até pensar se a data que mais detestava era a páscoa, mas como já ouvi comentários de pessoas que gostavam dessa caracterização do São João, permaneço achando a páscoa pior. Os colégios costumam caracterizar os moleques nessas datas comemorativas, mas em uma data eu ainda não vi esse tipo de manifestação que é o dia da consciência negra. De certo modo, isso me deixa mais tranqüilo, porque se um dia criarem o “dia da consciência gay”, talvez não vistam nossas crianças iguais ao Fiuk de Malhação.

Eu sempre tento evitar posts de assuntos muito pessoais, mas esse não deu para evitar. Então espero que o ódio por ser pintado no colégio tenha feito parte da vida de vocês.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Reflexões no buzu


Não é preciso conhecer-me pessoalmente para saber que odeio ônibus. Alguns posts passados já devem ter deixado isso claro. Os ônibus, em sua maioria, estão caindo aos pedaços, vivem lotados e os motoristas parecem ter feito moto-escola. Isso por sinal é super interessante, prometo que farei um post sobre isso algum dia. Motoristas de ônibus são motoqueiros com quatro rodas. Mas o que quero falar aqui, não é contra os buzus de cada dia. Hoje, resolvi abrir uma exceção. Falarei bem deles.

Pegar ônibus é uma tarefa estressante, isso ninguém tem dúvida, mas pode ser produtivo. É no buzu que produzo a maioria de meus posts. É lá que penso cada besteira que escrevo aqui. É nele que reflito sobre a vida, sobre o Bahia, sobre a faculdade, sobre tudo. Se eu escrevesse cada ideia que tenho dentro de um ônibus, o blog teria, facilmente, o dobro de posts. Ficar quase uma hora num ônibus pode ser estressante. Mas é também de uma ajuda cultural inimaginável. Não agüentaria ficar sentado numa cadeira desconfortável, com uma pessoa “querendo” dormir em meu ombro, com pessoas em pé quase caindo em cima de mim, se não pudesse divagar sobre os mais diversos assuntos. Tancredo Neves é meu “muso” inspirador.

Em muitas de minhas viagens diárias, já aprendi muitas coisas. Filosofando e refletindo, aprendi que ônibus é que nem coração de mãe. Aprendi que em todo ponto há alguém que more em Tancredo Neves. Aprendi que nunca se deve ir ao mercado e voltar de ônibus (uma pena que exista gente que não aprendeu isso). Aprendi que não importa se acabou de passar um Tancredo Neves, se passar outro dois minutos depois, terá, no mínimo, cinco pessoas para subir nele. Aprendi que no ônibus supracitado não se pode entrar mais que duas mulheres bonitas e aprendi também que elas devem descer no Cabula.

Pegando ônibus, também descobri que o maior sonho de minha vida é ter um carro (com uma sirene se possível), comecei a dar valor ao ar-condicionado, descobri que se eu pudesse ter um super poder, escolheria “passar por dentro das pessoas” (tipo raio-x, saca?), descobri como transformar 20 minutos em 60, descobri que odeio a rótula do Abacaxi, a Av. ACM, a Bonocô e a Vasco da Gama, e pra finalizar, descobri que se eu viajar demais, não vou conseguir descer no resgate.

É isso aí, o velho buzu de cada dia é foda. Mas também dá para fazer várias reflexões. Qualquer dia desses, reflito sobre assuntos da faculdade, Saussure vai virar o primo distante da lingüística. É um caso de amor e ódio. Mais ódio que amor, muito mais ódio.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Volta às aulas, por favor


Não adianta fingir. Faltando pouco mais de uma semana para voltar às aulas, tenho que admitir. Fui vencido pelo ócio. Não agüento mais férias. Eu quero voltar a estudar. Tentei fazer uma rotina nas férias, até segui por uma boa parte; mas, hoje, já não agüento mais ficar em casa. Não agüento mais internet. Não agüento mais DOD (nem cs). Não agüento mais não ter algo de útil para fazer. Joguinhos em flash me salvaram por um momento, mas já não resolvem mais o meu problema.

Sinto saudade de sair no sol quente, reclamando porque Salvador parece a sub-sede do inferno. Sinto saudade de pegar ônibus cheio para voltar para casa, com as figuras mais bizarras e gente voltando da praia. E ainda pegar vários engarrafamentos. Sinto saudade de achar que as aulas de literatura duram quatro horas a mais que o normal. Sinto saudade de prometer não deixar os trabalhos embolar no final do semestre e não conseguir cumprir isso. Sinto saudade de andar naquela areia que sujava todos os meus chinelos. Sinto saudade de salas super frias e outras super quentes.

Eh, não agüento mais. Sei que irei me arrepender em duas semanas de tudo que escrevi. Reclamarei do sol quente. Falarei mal dos ônibus cheios, as pessoas bizarras, os vagabundos que vão à praia no meio da semana. Irei me esforçar para não dormir nas aulas de literatura. E ficarei bastante nervoso no final do semestre por causa dos trabalhos. Mas fiquem calmos, não sou masoquista, sinto falta das coisas boas também.

Sinto falta de encontrar os parceiros da época do colégio no buzu, trocar uma ideia, falar que a galera tem que se reunir e nunca nos reunirmos (essa parte do nunca se reunir não sinto saudade. Vamos mudar isso, porra!). Sinto saudade conversar com a galera na frente da biblioteca e falar que fazia tempo que não nos reuníamos. Sinto saudade de sair da aula e ir direto para biologia mesmo quando ninguém vai comer.

Prometi a mim mesmo que isso não aconteceria. Odeio admitir, mas eu quero aula de novo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Foda-se a falta de energia

Vá tomar no cu, queda de energia. Se a culpa for da coelba, que vá tomar no cu. Se a culpa for de algum motorista imbecil que tenha batido o carro no poste em frente à RIP, que vá tomar no cu. Seja lá quem for o culpado, vá tomar no cu.
É só cair uma chuvinha para a energia cair por aqui. Já acontecera a tarde voltou a acontecer agora à noite. Quando acontece a tarde, até dá para ler algum livro, um jornal, sei lá, qualquer coisa, mas a noite é FODA. Não tem absolutamente nada para fazer a noite sem energia. A não ser dormir.
Por vezes já faltou energia quando estava escrevendo um post no orkut ou em algum fórum. Quando estava jogando algum jogo on line ou off. Enfim, sempre quando preciso de energia. Hoje não foi diferente.

Estava escrevendo um post para o blog há uns minutos atrás quando a energia caiu e voltou rapidamente. Por sorte eu estava escrevendo no word e ficou salvo, mas com a revolta e também por não estar gostando do texto, não o  salvei. Deixei-o de lado e vim postar minha revolta aqui.
Vá se foder, Coelba.

Desculpem-me pelos palavrões, mas tinha que desabafar. :D
ps. Ehh, Bruno (CRB), acabou saindo um post no improviso hehe.

ps². Enquanto eu formatava esse post, voltou a faltar energia.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Situações Chatas


2009 já acabou. 2010 já começou. Novas metas. Esperança renovada. Falta menos de uma semana para o campeonato baiano. Eu gostaria de relatar algumas situações que me deixam completamente irritado e, creio eu, irritam a maioria dos torcedores espalhados pelo Brasil.

Nunca me pergunte o placar de um jogo do Bahia. A menos que tenha certeza que ele venceu. Não é muito agradável ficar repetindo que o time perdeu. Já não basta todos os programas de rádio e televisão ficarem repetindo. Isso é algum tipo de tortura? Então, se não tiverem certeza que o Bahia ganhou, não me pergunte o placar.

Nunca me liguem quando está passando uma partida. Eu quero ver o jogo. Se você não é o juiz ou não joga no Bahia, não quero falar com você. Espere 105 minutinhos e estarei a sua disposição.

Times jogam campeonatos diferentes simultaneamente. Saiba diferenciá-los. Se um time chama-se Coritiba, obviamente ele não joga o campeonato baiano. Ganhar ou perder do Coritiba não interfere no campeonato local.

Para terminar, se insistir em perguntar o placar, evite fazer comentários depois da resposta. É, realmente, foda ouvir coisas como – Porra, o Bahia só vive perdendo, não se estresse com esse time não – você quer o que? Acabar com minha autoestima? Ou quando o Bahia vence – porra, já tava na hora –. sim, claro, toda hora é hora de vencer. Ou comentários mais bizarros ainda – Ta feliiizz, né? – Espera que eu responda o que? "Quiiii, nem tô, prefiro quando perde, dá mais emoção". Incomoda-me profundamente, acreditem.

Então é isso. A maioria dessas coisas acontece com pessoas que não acompanham futebol. Já podem ficar ligado agora.

BORA BAHEA MINHA PORRA!! :D
Já que é o primeiro post de 2010... Feliz 2010 \o/