quinta-feira, 20 de maio de 2010

Rapidinhas

E aí, galera. Copa chegando, estão ligados? Já foi escolhida a frase do ônibus do Brasil. Será "Lotado! O Brasil inteiro está aqui dentro!", ou seja, a Seleção vai de Tancredo Neves à África do Sul.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Nova reforma ortográfica já

Imagino que qualquer falante alfabetizado de uma língua já tenha passado por uma situação em que não sabia a grafia correta de uma palavra. Nós, falantes do português, passamos por isso em muitas ocasiões, já que temos, em alguns casos, diversas representações gráficas para um único fonema. Por exemplo, o fonema /s/, que pode ser grafado como “s”,”ss”, “c”,  “ç”, “sc”, “sç”, “xc” e “x”. Se você não tem o Google ao seu lado para dizer-lhe o que você quis dizer, provavelmente, já escreveu uma palavra de duas formas possíveis para ver a que ficava mais agradável, mais bonita. Isso dá certo geralmente. Estamos acostumados com certas grafias e reconhecemos quando uma letra não fica legal em certo contexto. Com uma palavra, porém, esse “macete” não dá certo. Essa palavra é “chuchu”.

Confesso que pensei em várias teorias para corroborar minha posição; mas, sendo generoso comigo mesmo, poucas eu achei convincente. Não lhe sei explicar o porquê, mas chuchu não deveria ser grafado com dois “ch”. É muita letra para pouco fonema, não fica esteticamente legal, a palavra fica muito grande quando escrita, atrapalha as crianças quando estão sendo alfabetizadas e atrapalha os adultos que se esqueceram da grafia correta e não pode usar a tática do “fica estranho”. Vejam como “xuxu” grafado com dois “x” fica melhor. Fica mais bonito, menor, mais agradável de ler e toda criança saberia escrevê-lo. Até o pessoal no Orkut acertaria se assim fosse grafado. Sem medo de ser feliz, digo-lhes que chuchu pede para ser escrito com “x”. É algo intrínseco, motivado, natural. E se ele, o chuchu, pudesse escolher, escolheria a grafia com “x”.

É bem verdade também que a palavra “chuchu” não deve fazer parte do dia-a-dia de vocês. Pelo menos não na escrita. Mas parem para pensar nisso. Vejam como não fica legal escrever com dois “ch”. É um nome com apenas duas sílabas e ainda por cima repetidas, que fica parecendo uma onomatopeia. Grafá-lo com dois dígrafos só faz aumentar o carma dessa palavra que já tem um referente problemático. O chuchu não tem gosto, não é apreciado por ninguém, é feio, tem espinhos e ainda tem que carregar o peso de ser grafado de forma tão desprovida de beleza. Pior que isso, só o ônibus de Tancredo Neves.

Apóiem-me, façam essa revolução comigo. Nova reforma ortográfica já. Chuchu agora tem que ser com “x”.