terça-feira, 19 de julho de 2011

E no treino...



Para quem não sabe, passei a freqüentar uma academia há pouco mais de um mês. Antes disso, o mais próximo de malhação que havia chegado foi assistindo àquela novela das 17h da Rede Globo, com o agravante de que, na época em que a acompanhava, não era mais uma academia, mas, sim, um colégio. Bem, claro que não fiz esse post para mostrar que saí do time dos sedentários para adentrar de vez o time da geração saúde, o que me motivou aqui foi outra coisa. Vamos ao que interessa.

Como destaquei lá em cima, nunca havia entrado em uma academia, então não posso comparar com outras, mas a que freqüento tem algo que me chama atenção: a playlist. Talvez influenciado por filmes e novelas, esperava encontrar pessoas malhando (ou treinando como preferem) ao som de freestyles, miami bass (ou funk carioca), reggaeton, forró, axé e até nosso pagode, mas o que vejo – ouço, para ser mais exato-  lá é um pouco diferente, há um número grande de rap na lista, mas não é aquele rap mais pista como Black Eyed Peas ou Akon, mas, sim, rap como 50 Cent e Eminem. Nomes que se aproximam mais do gangsta rap. Nada contra o estilo, além da velha escola americana, Dr. Dree, Tupac, Snoop Dogg, etc., costumo ouvir os dois, embora prefira o rap sul-americano.

Não sei se as pessoas reparam na música o suficiente para fazer alguma diferença, mas como gosto do estilo, não tem como não reparar. Não chega a afetar minha concentração, mas chama muito minha atenção. Na esteira, dá vontade de diminuir a velocidade só para andar gingando. Já penso até em fazer algumas modificações no visual, em vez de usar um short, camiseta e um tênis comum, penso em usar um agasalho, uma calça larga e caindo, um daqueles tênis imensos que a “gringalhada” usa, um kep de aba reta e, é claro, um batidão de ouro (no meu caso, teria que ser proveniente da av. 7). Se tivesse uma caixinha de sugestão, já até teria duas. Sugeriria que se trocassem os pesos por batidões de ouro em forma de cifrão e que se trocassem as bicicletas elípticas por lowriders.  

Acho que músicas que dão vontade de dançar favorecem mais do que as que dão vontade de matar, mas já que se toca muito rap por lá, vou até deixar minhas sugestões. Para representar a língua materna, indico Racionais MC’s, MV Bill, Shawlin, Slim Rimografia e Marechal. Para representar os outros latinos, La Sinfonía, Emanero, Vico C, Fuerte Apache e Sindicato del Hip hop. E, por fim, falando de americanos mesmo, por que não ouvir gangsta logo de vez? Dr. Dree, Notorious Big, Snoop Dogg, Tupac, etc., se colocar essa galera, vou malhar armado, de vermelho e fazendo gesto dos Bloods (claro se eu conseguisse fazer aquilo).  

Essa última passagem é só brincadeira. Claro. Mas é bom deixar registrado para garantir. 

;D

terça-feira, 28 de junho de 2011

Universidade

Em alguma sala de aula de faculdade por esse Brasilzão no início de março:

– Nossa! Vocês estão com uma carinha tão apática, tão cabisbaixa, o que está acontecendo? Ainda não saíram das férias? – pergunta a professora.
– Ah, sabe como é, né, professora? Início de semestre... depois de três meses de férias, requer um tempo para nos reacostumarmos, voltar à rotina e tal... – respondem os alunos.


Cerca de dois meses depois:


– Por que essas carinhas de cansado? Me parecem tão tristes, a aula está chata? – volta a perguntar a professora.
– Não, o que é isso, professora? A aula tá legal, é que estamos cheios de provas para estudar, trabalhos para organizar, sabe como é, né? – respondem os alunos.


Ao fim de junho:


– Que caras são essas? Estão cansados? Beberam muito licor no São João, foi? – pergunta, novamente, a professora.
– Ah, professora, sabe como é, né? Final de semestre é correria. Trabalhos, provas, seminários, não dá nem tempo de dormir, é isso. – respondem, mais uma vez, os alunos.


Ou seja, não importa se você bebeu até umas horas, não importa se você ficou de virote no reg, ou se ficou até a madrugada no msn, facebook ou orkut, a culpa de sua cara de cansaço é sempre dos estudos, trabalhos, provas e seminários. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Bairros

Quando se fala em baianos, logo se fala em criatividade. Baiano se acha criativo, até porque, de fato, é criativo. Não imagino em que outro lugar do planeta o Pingüim atiraria criptonita contra o Super-homem. Também não consigo ver outra região do mundo transformar uma simples pergunta como “está com sede?” em música. Somos criativos também no futebol, as duas maiores organizadas do estado, Bamor e Os Imbatíveis, fugiram dos tradicionais Fúria, Jovem, Força, Fiel, Terror e Mancha. Na literatura também somos criativos, não precisa nem comentar Jorge Amado ou João Ubaldo. Em um assunto, porém, não somos nada criativos. Criar nomes de bairros.

Há quatro maneiras de se criar um nome de bairro em Salvador. A primeira é, logicamente, criar um nome qualquer. Na verdade não precisa criar, de fato, basta nomear o bairro, chamá-lo por algum nome já existente. Temos, por exemplo, brotas, ondina, etc. Hoje em dia, pouco produtiva. A segunda maneira, também não muito produtiva, mas mais utilizada que a primeira é adjungir a palavra “nova” antes do nome e usar o mesmo nome do bairro mais próximo, servindo, assim, quase como um prefixo. Temos, por exemplo, “nova-Sussuarana” (sim, com dois “s”), “novo-arvoredo” e está para surgir o “novo-Cabula”. A terceira maneira também se vale da adjunção de uma palavra a um nome de bairro próximo, a bola da vez é a palavra “alto” seguida da preposição “de”. Criando-se, assim, o “alto do cabrito”, “alto das pombas”, “alto do coqueirinho”, “alto da mangueira”, etc. Curiosamente, essa forma costuma criar bairros pouco acolhedores. Tenho a leve desconfiança que o “alto” vem de “altamente periculoso”. A última maneira, mais produtiva que as anteriores, é tratar os bairros como filhos de reis, ou seja, colocar complementos como 1, 2, 3, etc depois do nome. Temos como exemplo, Cabula 1 a 7, Cajazeiras 1 a 250, Fazenda Grande 1 a não sei, etc.

O que atrapalha bastante nessa falta de criatividade é mesmo saber onde fica cada bairro desses. Já ouvi falar, por exemplo, que cajazeiras não segue uma ordem linear, ou seja, o 2 não vem depois do 1, o 3 não vem depois do 2, etc. O Cabula existe do 1 ao 7, mas todos sabem, somente, onde fica o 6. Há quem diga que sabe onde fica o 4 e o 5. Há quem diga que o 7 fica perto de Tancredo Neves, mas ninguém sabe onde fica o 1, o 2 e o 3. Desconfio que, quando descobrir onde fica os 7 cabulas, Shenglong vai aparecer e me concender 3 desejos.

Chego à conclusão, então, que temos problemas em nomear bairros. Mudemos, baianos, é, no mínimo, engraçado ver um ônibus “Fazenda Grande 3/4/5” ou ver pessoas falando que vão pegar “Cabula vi”. Mudemos.
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Só para o blog não ficar parado

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Diálogos no buzu - parte II

- Ea, man, como é que cê tá?
- Ea, parceiro,  tou tranquilo. Aquela velha maresia de sempre...
- Tou ligado... e o blog, nunca mais o atualizou...
- É foda...
- O quê? "É foda" um caralho, seu sacana! Pensa que não leio aquela merda? Tou ligado em você, seu safado. Fica de viadagenzinha de "é foda" pra tudo. Vá escrever alguma merda, lá, logo, vá... hum.
- Porra, vei, foi mal, é que... cê sabe, né? A faculdade...
- Mas você não tá de férias, rapaz?
- Éhh, tou sim, mas...
- "Mas" um caralho, rapaz, fica só dando desculpinha de não sei o quê... não escreve naquela porra há uns 3 meses já.
- É que...
- "É que" um caralho! Quando fez o blog, era uma postagem por semana, em um mês, passou a uma postagem a cada duas semanas, depois virou um post por mês, ano passado, foi um post a cada 2 meses praticamente e esse ano parece que vai ser um post por semestre. Cê tá de sacanagem comigo, só pode.
- Foi mal, man, é que...
- Peraê, parceiro, ainda não acabei... antigamente postava uns textos até grande, hoje, é só umas miserinhas que não toma nem 30 segundos de meu tempo... adiante seu lado lá, viu...
- Porra, man, foi mal, você tá certo mesmo... mas cê sabe, né, man... é foda.
- Ahhhhh... man, na moral, vou me adiantar aqui para não ficar com mais raiva, qualquer dia a gente se bate aí. Falou, man.
- Falou, parceiro...



Êa, moçada, o MaresiaCity está de volta, com menos descaração na atualização e com menos palavrão nas próximas postagens. \o/
ps.: Nenhum blogger foi machucado durante a escrita desse diálogo.